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Beijing (Pequim): Capital do Grande Dragão Chinês

Beijing (Pequim): Capital do Grande Dragão Chinês

Um dos dragões que guardam as entradas dos palacios imperiais, na Cidade Proibida, onde viviam e governavam os imperadores chineses.



Cheguei a Pequim (o nome correto seria Beijing, mas utilizarei o nome que ainda permanece na lembranca dos brasileiros) no final da tarde do dia 24, ou seja, dois dias atras.

Ainda antes de pousar, pude ver que o frio apossava-se da regiao, pois os campos estavam gelados e todo lago ou curso d'agua estava em forma de gelo puro.

Na chegada, o aeroporto nao impressionava muito, apesar de eficiente e grande, mas nao tao imenso quanto aeroportos mais movimentados na Asia, como o de Bangkok.

Mas bastou tomar o taxi rumo ao hotel Holliday Inn, no centro da cidade, para admirar o gigantismo de Pequim, com estradas largas repletas de veiculos novos, a naioria deles dos modelos Passat e Audi A6 alemaes. Essa e' a nova China, realmente impressionante em sua pujanca economica!

Visitar Pequim hoje traz um desafio cultural dificil de encontrar em outros locais: os turistas estrangeiros sao minoria escassa, e os chineses predominam e monopolizam a paisagem, qualquer a direcao para a qual se olhe. O ingles ainda e' lingua desconhecida, e o desafio de comunicar-se traz uma pitada de desafio a essa visita.

Diferente de Hong Kong, Shangai ou Taiwan, ja' ocidentalizadas desde seculos atras. Foi por isso que escolhi centrar minha visita em Pequim.

A china moderna esta' `a mostra: avenidas, carros aos milhoes, pessoas com telefones celulares, e toda especie de conforto (exceto Internet, que muito raramente se encontra, e a precos exorbitantes), exigencia desse novo pais capitalista, que auto-intitula-se de "socialismo de mercado".

Mas a China antiga tambem esta' presente, e basta escolher uma estacao de metro (Beijing Subway) para alcancar o Mausoleo do Camarada Mao Tse Tung, com sua foto imponente colocada `a frente da Cidade Proibida, reduto do poder imperial derrubado pela Revolucao Comunista da decada de 40.

Alias, as boas-vindas do camarada Mao sao concedidas logo na chegada, pois TODAS as cedulas da moeda local (o Yuan) tem a efigie do "grande timoneiro" (Mao Tse Tung), alternando-se apenas a cor e o tamanho de cada nota.

O governo chines ainda apregoa o culto `a Revolucao Cultural, e toma Mao Tse como exemplo. Nao resisti a toda essa situacao exotica, e comprei relogios, broches, correntinhas e livros do Camarada Mao, vendidas dentro de predios oficiais, a precos baixos. Quis guardar uma prova material desse surrealismo anacronico!

Mas isso nao me faz esquecer a historia verdadeira, na qual o lider revolucionario chines e' desmascarado como exterminador de dezenas de milhoes de pessoas.

Realmente, a China e' grande em tudo, desde os imensos monumentos ate' os numeros absurdos das atrocidades cometidas pelos seus governantes no passado. Hoje em dia, a situacao ainda nao esta' completamente sanada, pois cerca de dez mil pessoas sao executadas a cada ano, apos sumarias condenacoes `a pena de morte. Alguns sao bebados e prostitutas.

Mas para o amante da cultura do passado, nao ha' lugar mais grandioso. Os palacios imperiais encontram-se lado a lado, na cidadela que recebeu o nome de Cidade Proibida, pois o povo nela nao podia adentrar, somente o imperador e seu sequito, que incluia parentes, funcionarios, concubinas e milhares de eunucos.

O tamanho e a riqueza arquitetonica da cidade proibida sao inigualaveis. Superam, em tamanho e gigantismo a qualquer outro conjunto de palacios no mundo. Com seu estilo unico, completam um pacote que e' um festejo abundante para os olhos do vistante ocidental.

Pude tirar fotos `a vontade. E' uma pena que elas, mesmo em conjunto, mostrem somente uma visao infima do que se ve aqui em Pequim.

Julio Cesar
Beijing, 26 de janeiro de 2006

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