Construções cerimoniais conhecidas como Pagodes (não confundir com o lamentável ritmo musical brasileiro). Estes, são parte do templo de Pura Besakih, principal templo de Bali.Em 1996, assisti ao trailer de um documentário da National Geographic, intitulado Bali - Obra-prima dos deuses. O pequeno trecho do documentário mostrava um pouco das características naturais da ilha, mas o que chamou minha atenção foram as cenas ligadas ao povo balinês, com seus trajes únicos, cerimônias religiosas e os riquíssimos trajes das diversas danças tradicionais.
Desde aquele momento, resolvi que conheceria Bali, no futuro.
O plano concretizou-se em maio de 2001. Comprei um ticket aéreo da Qantas Airlines (cujo slogan, fixado ao lado do porto de Auckland, é The world is your playground: Go play!) e emendei uma viagem para a Nova Zelândia, Austrália e Bali.
Bali, segundo meus planos, seria o ponto alto da viagem. Eu não estava enganado, mas a realidade é que os três países visitados foram altamente surpreendentes. Como sempre, é dificílimo, senão impossível, apontar o “melhor” local visitado, pois os diferentes aspectos sempre são complementares, e não excludentes.
Escultura budista adornada com flor, em Ubud.Boa parte das tradições de Bali está ligada ao hinduísmo, religião da maior fatia da população, que abrange, em menor quantidade, budistas e muçulmanos.
Bali é, hoje, uma das ilhas da Indonésia, mas possui características que a diferenciam por completo das demais ilhas.
Na realidade, a Indonésia é uma mistura de povos heterogêneos: além de Bali, abarca as ilhas de Timor, Lombok, Sumatra, Kalimantan e mais uma centena delas, com povos de culturas e idiomas distintos. O idioma balinês - Bahasa Bali - é diferente do idioma oficial da Indonésia, o Bahasa Indonesia.
Fiquei surpreso com a quantidade de flores presentes na Ilha: na cama do hotel, as arrumadeiras sempre depositavam flores após a limpeza diária. Nas ruas, diversas estátuas são adornadas com flores, pela população.
As flores também são utilizadas em larga escala nas diversas cerimônias religiosas que ocorrem uma ou duas vezes por semana em cada povoado, e podem ser vistas nos arranjos carregados habilidosamente sobre a cabeça das mulheres balinesas, que caminham quilômetros para levar as oferendas aos templos.
Essa exuberância de flores e frutas deve-se ao solo vulcânico de Bali e ao seu clima quente e chuvoso, típico da região geograficamente conhecida como Ásia das Monções.

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