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Cansado de Roma? Visite Florença, museu a céu aberto.

Florença, agosto de 1998

Piazza Della Signoria, no centro de Florença. À frente, a Fonte de Netuno, e ao fundo, o monumento equestre a Cosmo I de Médici

Hoje em dia, sinto vergonha de dizer, mas o fato é que na primeira viagem que fiz à Europa, cansei-me muito rapidamente! Bastaram 25 dias entre Portugal, Espanha, França e Itália, e eu já estava com vontade de voltar para casa. Coisa de iniciante, penso eu, hoje em dia.

Passei cinco dias em Roma e depois rumei para Veneza. Na volta, passei novamente em Roma, e achei (erradamente) que já conhecia tudo na Itália (que trouxa!).

Resolvi, então, rumar para Firenzi (ou Florença, como dizemos em Português). Pensei que iria encontrar apenas mais daquilo que eu já tinha visto em Roma.

Puro engano! Florença mostrou-me uma arquitetura totalmente nova, com seu estilo romanesco, que não se vê nas demais cidades e um infindável acervo renascentista, que não é superado por qualquer outra cidade da Europa. A quantidade de museus e de obras de arte expostas até na rua deixou-me de queixo caído: Florença é um museu a céu aberto.



Torre do Sino, de Giotto, cuja construção iniciou-se em 1334



Catedral de Santa Maria del Fiore, iniciada em 1294 e concluída em 1375. Cada detalhe é uma obra de arte magnífica.


Palazzo Vecchio, moradia dos riquíssimos Medici, duques governantes de Florença, no Século XIV. Esse castelo mais parece um bolo com uma única vela sobre ele. Posteriormente, os Medici iriam construir outro castelo (Palazzo Piti), ligado a este por uma passagem suspensa.


Dante e a Divina Comédia. Afresco de Domenico di Michelino (1417–1491), na Catedral de Santa Maria del Fiore.



Corredor Vasari. Construído em apenas cinco meses, em 1565, esse corredor suspenso liga os palácios Vecchio e Piti, passando pela Galeria Uffizi, cruzando o rio Arno , sobre a Ponte Vecchio, permitindo aos duques caminhar sobre Florença sem se expor à multidão, abaixo.

Júlio César, agosto de 1998


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