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Elefantes e Macacos de Bali

Bali, Indonésia, abril e maio de 2001

Em Ubud, há uma rodovia chamada Estrada da Floresta dos Macacos, onde existe uma praça com espécimes únicos.

          Além dos macacos, avistam-se aos montes os morcegos gigantes, conhecidos como Raposas Voadoras.

          Os macacos são muito respeitados em Bali, assim como na Índia, pois, no hinduísmo, Hanuman é um deus, com a forma de macaco. Na crença dos hindus, Hanuman é forte, valoroso e possui vários poderes e habilidades. Ao mesmo tempo, ele é sábio e um grande iogue.

          Já os macaquinhos de Bali, como esse, da floresta dos macacos, em Ubud, não passam de grandes gulosos, buscando tudo que possam digerir.



Gulosos e temperamentais.

          Esta simpática balinesa, de Ubud, se ofereceu para mostrar-me o templo e os arredores, em troca de algumas rúpias. Ela me disse que, ao alimentar os macacos, nunca se deve segurá-los, nem mesmo pelas mãos, pois eles são muito rápidos e têm grandes dentes afiados.

          Mas quando ofereci uma banana a um deles, ele encostou a mão na minha, e pude sentir que ela é bem rechonchuda e macia.

          Mas nada de segurar!



Ladrão de chinelos, óculos e câmeras fotográficas.

          Esse macaco roubou o chinelo de algum balinês que rezava, e levou-o para o alto do muro, para usar como chiclete! Outra coisa que me chamou atenção em relação a essa espécie, é que eles reagem agressivamente quando vêem um sorriso humano: arreganham os dentes em resposta, silvando e encolhendo os ombros, de forma ameaçadora.

          Concluí que os macacos interpretam nossos sorrisos como se fossem rosnados agressivos, e respondem rosnando também. Procurei nunca mais sorrir para macaco nenhum, por mais engraçado que parecesse!



Escultura balinesa de Ganesh

          Outro deus importante do hinduísmo é o velho e conhecido Ganesh, mestre do intelecto e da sabedoria e cujo corpo é composto de quatro animais: homem, elefante, serpente e o rato. O hinduísmo balinês é bastante diferente do indiano, e este foi o único Ganesh que vi em todo o país.

Sentado sobre os joelhos dianteiros do elefante gentil.

          Mais ativos que o estático Ganesh eram esses elefantes, trazidos de Bornéu para este parque em Bali. São elefantes asiáticos, que sempre habitaram a Indonésia, na ilha de Sumatra. Montei um deles para um passeio agradável pela floresta, e o condutor/mestre deu ordem para que ele erguesse um tronco com as presas, o que ele fez sem qualquer esforço.

          Ainda hoje, os elefantes são usados na Ásia como verdadeiros tratores, para transporte de toras em regiões aonde é difícil levar máquinas.



Loucos por cana-de-açúcar.

          O condutor disse que este elefante gostava de ser "penteado" na cabeça. O detalhe é que o "pente" eram pedaços de cana-de-açúcar, cortados, e quando eu passava um pedaço no cabeção dele, logo vinha a tromba certeira e pegava o pedaço de cana, para ser mastigado com gosto! Muito simpático, este doceiro elefante.


Esculturas de elefantes, em madeira, em uma calçada de Ubud.

          Os balineses são artesãos excepcionais. Esculpem obras de arte em madeira, osso, marfim, pedra e tudo o mais que se imagine. Fiquei tentado em comprar esses elefantes de madeira, de 50 cm de altura, mas como trazê-los para o outro lado do mundo?

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