Galápagos, novembro de 2004
Expedição Galápagos 2004 Diving College
Júlio César, novembro de 2004
Desde o dia 1º de outubro, navegamos mais de 50 horas, e permanecemos sete dias contínuos a bordo do Lammer Law, trimarã com capacidade para 16 passageiros e tripulação de dez pessoas. Fomos no grupo do Diving College, de São Paulo, fechando o barco só com brasileiros, de forma que pudéssemos alterar o itinerário pelo arquipélago de galápagos à nossa vontade.
Em busca do Tubarão Baleia (o qual se fez de difícil e não apareceu!), fomos até a ilha mais extrema - Darwin, onde há um arco de pedra muito fotogênico. A operação de mergulho no Arco de Darwin consiste em cair na água com colete vazio, para não ser arrastado pela forte correnteza de superfície, afundar, grudar feito louco em qualquer craca, pedra ou coral do fundo, aguardar alguns minutos e visualizar as dezenas de tubarões martelo (majestosos), tubarões de galápagos (3 a 4 metros), golfinhos, raias manta, marlins azuis, olhos de boi, xaréus, atuns, salemas, raias marmeoreadas, xitas, mórulas, baleias (piloto, jubarte), etc. etc.
Jacques Cousteau considerava o Arco o melhor ponto de mergulho do mundo. A água é azul-escura, dada a densidade de plâncton existente, o que viabiliza a existência dos imensos cardumes. O plâncton é trazido das profundezas atraves da ressurgência de correntes frias, dentre elas, as correntes de Cromwell e de Humbolt, esta que vem da antártica.
O mergulho é feito, frequentemente, em água fria (menos de 18º C). Todos os integrantes usavam roupa semi-seca. Como acessórios obrigatórios, todos usavam dive-alert e safety tube.
Todavia, todo esse esforço foi recompensado pela presença próxima de animais de grande porte: mantas de 6 m, tubarões de 4 m., leões marinhos brincalhões e ágeis sob a água, etc. etc. etc.
Trouxe fotos e filmagens, feitas pelos colegas. O Gabriel Ganme (Diving College de São Paulo) filmou tudo fez um DVD do grupo. Grupo seleto, pois o mergulhador menos experiente tinha credencial avançada e contava com 60 mergulhos. Em seguida, vinha eu, com 80 mergulhos e credencial de RESCUE. O restante tinha 400, 600, 1000, 2000 mergulhos.
O guia equatoriano, Dive-master, tinha 4000 mergulho em Galápagos, livros escritos sobre a natureza de lá, etc. etc.
Culturalmente o grupo era fora de série. Todos profissionais bem-sucedidos, haviam empresários, médicos (inclusive o simpático e culto diretor da faculdade de medicina da USP, Gyorgy Bohm). O Gabriel, do Diving College é médico especialista em medicina hiperbárica e membro da DAN.
O barco era confortável. Não tinha sequer beliches, comuns em embarcações. Eram duas camas lado-a-lado em cada cabine, unidas por um salão de convívio de 30 m2, confortável, com todos os recursos modernos, menos telefone, visto que naquelas distâncias somente com Iridium.
Valeu o esforço.
Nas correntes de Cromwell e de Humboldt, e sob os ventos gelados de Galápagos, ventilei minha mente, e recordei um pouco do potencial de realizações que reside em mim.
Júlio César - Ilhas Galápagos, novembro de 2004Abaixo, algumas fotos da viagem.




2 comentários:
Estive dando uma olhada no blog, mais detidamente. Cara, é material pra semanas de navegação... Pretendo ir a galápagos, algum dia, embora o mergulho com tubarões não esteja nos planos.
Excelente material, Júlio. Acho importante o registro, inda mais multimídia, como no caso.
Grande abraço.
Prezado Gérson,
Fico muito contente com sua opinião, pois sei que você é altamente criterioso no que tange ao conteúdo do texto e das informações.
Percebi que essa tarefa de criar um Blog, longe de se tratar de auto-promoção ou exibicionismo, é uma ótima catarse. A construção do Blog permite que o autor ponha à mesa, diante de si, todos os projetos já alcançados. Para mim, tem sido altamente gratificante relembrar e categorizar boa parte dos locais visitados.
Pretendo continuar com esse projeto/Hobby daqui para frente.
Continue comentando, que suas opiniões são sempre bem-vindas.
Um abraço,
Júlio César.
Postar um comentário