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Parque das Esculturas de Francisco Brennand, em Recife, Pernambuco

Recife, outubro de 2010

Inaugurado no ano de 2000, como marco comemorativo do Recife aos 500 anos do descobrimento do Brasil, o Parque das Esculturas reúne, sobre os arrecifes naturais que protegem o porto, mais de 50 obras do artista plástico Francisco Brennand, um dos mais importantes artistas brasileiros vivos. Nascido em 11 de junho de 1927, em Recife, Pernambuco. Trabalha com diversos suportes, sendo mais conhecido pelo seu trabalho como escultor e ceramista. Nessa galeria permanente, destacam-se de imediato a grande "Coluna de Cristal" e as cinco sereias.



Na visão artística e poética de Brennand, cada uma das cinco sereias representa um século desde o descobrimento do Brasil: "Nesta sentinela avançada do Atlântico, cinco sereias olham o tempo: Cora, Severina, Justina, Marina, Alberta. Cada uma é um século. Assim, 500 anos de descoberta. Ali, tão perto, uma coluna branca tenta ser o pouso de vôos desconhecidos".


Em poucos segundos, a canoa motorizada leva os visitantes desde a praça, no Recife Antigo, até o Molhe dos Arrecifes, sobre o qual foi instalada a galeria permanente das esculturas de Francisco Brennand.

A escultura emoldurada pelos armazéns do Porto de Recife. 
Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand nasceu em 11 de junho de 1927,  na cidade de Recife, capital do Estado de Pernambuco. Muitas das suas obras se caracterizam pela elaboração de seres abstratos ou são símbolos de sensualidade. Na sua oficina no bairro da Várzea (http://www.brennand.com.br/brennand_01.php), podem ser observadas muitas de suas peças.
Seu trabalho está espalhado pelo Brasil e pelo mundo, muitas vezes em lugares públicos, como o Aeroporto Internacional dos Guararapes, Recife, e também no parque das esculturas. Também atua na fabricação de cerãmicas e pisos de construção.

Chamada "Gaivota", essa bela escultura lembrou-me muito mais a cabeça de um pterodáctilo pré-histórico. 

Do breve contato que tivemos com as esculturas de Francisco Brennand, concluímos que as formas representadas não são óbvias, mas têm grande impacto estético. Essa escultura lembrou-nos, de certa forma, uma fusão entre Atobás, Pelicanos, Cangurus e formas humanas.   

Os pórticos e colunas presentes no Parque das Esculturas são revestidos de azulejos e pastilhas cerâmicas, traço decorrente da atuação na produção de cerâmica industrial por Francisco Brennand e sua família. 

"Ovos e aves são recorrentes no meu trabalho, e têm acompanhado todo o percurso de minha obra cerâmica. Definem a presença do ovo primordial, da forma primeva, o ovo cósmico: o começo da vida. Sabe­-se que em sepulcros pré-históricos russos e suecos se encontram ovos de argila, depositados como emblemas da imortalidade. As coisas são eternas porque se reproduzem." 
(Brennand, Francisco, 1927. ­Testamento I: o oráculo contrariado – Recife: Bagaço, 2005)


As cores das esculturas contrastam com os tons de azul do céu e do mar.


"Quando faço cerâmica, não tenho pátria; minha pátria é o abis­mo pelo qual vou resvalando sem saber o que encontrarei no fundo. Como tenho arrefecido os meus ardores, sigo planando sobre os desfi­ladeiros. Posso dizer que minha escultura cerâmica permanece moderna no forno-túnel e sai, depois de sucessivas queimas, com 10.000 anos. Coloca-se no limbo diante das chamas e surge prodigiosamente bela e purificada no paraíso(Francisco Brennand).
A chegada ao parque dá-se pelo imenso pórtico, com revestimento cerâmico de Brennand.

Principal obra do Parque das Esculturas, a Coluna de Cristal mede 32 metros de altura e foi feita em concreto, cerâmica e elementos esculturais de bronze. À noite, acende-se em uma bela visão.
A visão de Recife, a partir do portal de entrada do Molhe dos Arrecifes, mostra a parte moderna da cidade à esquerda.
A pequena embarcação a motor retorna à Praça do Marco Zero, levando de volta alguns visitantes do Parque das Esculturas.
Aninhados eternamente sobre pilares de pedra, os pássaros de Francisco Brennand fitam a Praça do Marco Zero. 
A Praça do Marco Zero, no centro do Recife Antigo, de onde sse pode escolher uma das diversas canoas a motor que levam os visitantes até o Parque dos Arrecifes, pela irrisória quantia de cinco reais por passageiro (ida e volta).
O porto de Recife, à direita para quem olha a partir do Parque das Esculturas, no Molhe dos Arrecifes.
Vista aérea do Molhe dos Arrecifes, na região portuária de Recife, sobre o qual se encontra o Parque das Esculturas.
Segundo o Dicionário do Mar, de Sergio Cherques, um "molhe" é um paredão ou muro de pedra e concreto, de grande espessura, construído nos portos para formar internamente uma bacia protegida contra os embates do mar.
Em Recife, essa idéia foi superada de forma magnífica, e o antigo molhe construído sobre os arrecifes naturais que deram nome à cidade, passou a atuar, paralelamente, como galeria a céu aberto, abrigando grande acervo de esculturas do famoso escultor local.

Júlio e Izaura,  Outubro de 2010

Um comentário:

cantinho da su artesanato disse...

Olá amigos...
E ai chegaram já? Onde mesmo que é o primeiro lugar??
Ansiosa para acompanha- los em mais uma viagem, metrópole de CG, não chove e faz um calor insuportável!!
hehehe
beijos