English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
Translate this Blog

Viena, capital austríaca

Viena, dezembro de 2010

Uma das esfinges que adornam os jardins do Belvedere, palácio construído em 1725 pelo príncipe Eugen Von Savoyen (que em português corresponderia a "Eugênio de Savóia"), da dinastia dos nobres Habsburgos. Eugen celebrizou-se por haver comandado os exércitos que derrotaram os turcos, que à época haviam tomado vastas regiões próximas, inclusive a Hungria, ameaçando a Áustria e outros países europeus.

A parte superior do palácio, vista no início do anoitecer, a partir dos extensos jardins que separam os dois edifícios do complexo.

Entre os dois edifícios principais do palácio, construídos em 1725, foi instalada em meados de 2001 uma escultura modernista, da artista alemã Valie Export, intitulada “Die Doppelgängerin“, semelhante a um par de tesouras entrecruzadas. O resultado não chega a ser harmonioso e não fica clara a intenção da artista ou sequer a correlação das estranhas tesouras gigantes com o belo palácio barroco do século XVIII.

Natal em Viena! Como manda a tradição das grandes cidades germânicas, instalou-se a feira de natal em frente ao majestoso prédio da prefeitura.

Ruas e corredores sempre lotados pelos moradores e visitantes.

Neues Rathaus: o grandioso e solene prédio da prefeitura vienense, construído em 1873 em estilo neogótico, com a árvore do mercado natalino à frente.

O prédio supera as dimensões da Neue Rathaus de Munique.

A silhueta de Viena é marcada pela Stephansdom, a Catedral de San Stephan, do ano de 1147, que abriga um verdadeiro cemitério subterrâneo, com catacumbas e ossários compartimentalizados, incluindo uma sala com os ossos dos moradores de Viena mortos em razão da peste bubônica do século XVII. Durante a II Guerra Mundial, as catacumbas foram usadas como abrigos anti-bombas.

O topo da torre principal da Stephansdom pode ser visitada através de uma subida vertical pela escadaria de 350 degraus. Preferimos descartar essa possbilidade, em prol da saúde de nossos joelhos.

Na Stephansplatz, praça na frente da catedral, diversas carruagens estacionam, à espera dos visitantes, para um breve passeio pelas imediações.

Essa estátua, na lateral da catedral, também lembra a ameaça da invasão turca a Viena. Na alegoria, do século XVIII, São Capistrano triunfa vitorioso sobre os inimigos turcos.

Russendenkmal, na Schwarzenbergplatz, monumento aos soldados russos, em razão da "libertação" de Viena da ocupação nazista na II Guerra Mundial. 

A libertação de viena pelos soviéticos narrada em 1945 pela National Geographic: Bandeiras vermelhas, rostos russos e uma faixa "Glória ao Exército Vermelho" fazem de Viena uma imitação de Moscou. Felizes por se livrarem dos alemães, os vienenses saudaram as forças soviéticas. A popularidade russa durou pouco. Desesperadamente reunindo reparações para sua própria terra devastada, os russos embarcaram para longe de Viena máquinas, caminhões, móveis e telefones (National Geographic, dezembro de 1945).

Um estreito braço do Danúbio leva embarcações à região próxima do centro histórico de Viena, reunindo-se novamente ao lendário rio logo abaixo. 

A fachada inusitada da Kalrskirche (Igreja de São Carlos Borromeo), de 1739, com suas torres em forma de minaretes, inspiradas nas colunas do templo de Trajano, em Roma.

Quando Viena foi devastada pela peste, em 1713, o imperador Carlos VI fez a promessa de construir uma igreja se a epidemia acabasse, o que resultou na construção da Karlskirche.

Suntuosamente decorada em estilo greco-romano, com influência francesa e italiana, a igreja contém uma grande cúpula recoberta pelos impressionantes afrescos do pintor austríaco Johann Michael Rottmayr, que fazem lebrar o trabalho de Michelângelo na Capela Sixtina. 

Para observar os afrescos de Rottmayr, pode-se subir uma escadaria colocada no interior da igreja, levando até o alto topo da abóbada. Ou, simplesmente, pode-se sentar e olhar para cima.

A escadaria leva os visitantes até o ponto próximo dos trabalhos de restauração dos afrescos de Rottmayr.

Mesmo com uma lente fotográfica grande-angular, é possível enquadrar apenas um pequeno trecho dos afrescos pintados no interior da grande cúpula da Karlskirche, que espalham-se por 360 graus.

Cena do dia-a-dia. Abrigados em nosso quarto de hotel, observamos o empenho de dois adultos na rua em frente, construindo um boneco de neve.

O que imaginávamos ser brincadeira exclusiva de crianças contamina também os adultos, conforme vimos naquela manhã de muita neve.

O resultado final não mereceu uma foto em close, mas a situação mereceu o registro fotográfico.

Viena, dezembro de 2010

Nenhum comentário: