República Árabe do Egito, janeiro de 2011
MESQUITA DE MUHAMMAD ALI (مسجد محمد علي), NO CAIRO:
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| A Mesquita de Muhammad Ali, em estilo turco, construída em 1830, tornou-se desde então um dos símbolos do Cairo. |
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| Construída dentro da Cidadela de Saladino, no alto da colina de Muqattam, a Mesquita pode ser vista a longa distância nos arredores do Cairo antigo. |
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| A mesquita vista por trás da parte interna das muralhas. Construída no ponto mais alto da colina da cidadela, a mesquita foi encomendada pelo Paxá Muhammad Ali, soldado de origem albanesa que chegou ao poder após a derrota de Napoleão e do exército francês na região. Infelizmente, Ali mandou destruir a maioria das antigas construções na cidadela, utilizando a mesquita de an-Nasir Muhammad como estábulo, antes da construção de sua própria mesquita, em estilo turco. |
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| Nos detalhes externos da mesquita, sobressaem as janelas, com padrões que se aproximam de um rendilhado em ferro e pedra. |
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Respeitando os costumes islâmicos, carregamos nossos sapatos pelo interior da mesquita, já que não é permitido caminhar calçado pelo interior do templo. A Mesquita possui uma grande área aberta, no centro da qual existe uma bela fonte onde são realizados os atos cerimoniais de lavagem dos fiéis muçulmanos, conhecidos como “abluções”. |
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| Um dos pontos altos do projeto arquitetônico da Mesquita de Muhammad Ali é o grande domo central, com 21 metros de diâmetro e 52 metros de altura. Visto por dentro, o domo força os visitantes a erguerem os olhos para o alto, para tentar visualizar por inteiro a imensa cúpula sobre o salão central da mesquita. |
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| Vista por fora, o que mais impressiona são os minaretes, assemelhando-se a dois foguetes direcionados ao céu. |
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| A Mesquita de Muhammad Ali foi desenhada pelo arquiteto grego Youssef Bochna, que viveu na Turquia e inspirou-se nas formas da Hagia Sophia, em Istambul. |
MESQUITA DE ABU AL-HAGGAG, CONSTRUÍDA SOBRE O TEMPLO DE LUXOR:
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| A Mesquita de Abu Al-Haggag, construída no Século XIII, sobre as estruturas ainda mais antigas do Templo de Luxor, datado de 1400 antes de Cristo. À primeira vista, a construção de uma mesquita "encravada" sobre um templo faraônico, parece invasiva e despropositada. Entretanto, na época em que Abu Al-Haggag começou a ser construída, em meados de 1200, não havia tal espécie de preocupação com o patrimônio arquelógico, e as próprias ruínas do Templo de Luxor encontravam-se parcialmente cobertas pelo acúmulo de areia e detritos. | |
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| Embora sempre associemos o Egito à civilização dos faraós, o fato é que o Egito de hoje é árabe, cultural e etnicamente. |
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| O Minarete de Abu Al-Haggag, do século XIII dC, ao lado das colunas do Templo de Luxor, do Século XIV aC. |
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| Com suas vestes tradicionais, um guarda egípcio vigia o trecho do Templo de Luxor conhecido como a "Avenida das Esfinges". Por segurança, e em razão dos diversos atentados já ocorridos anteriormente no Egito por grupos totalitários (o último dos quais em Alexandria, no começo de janeiro de 2011, com a morte de mais de 20 pessoas por um carro-bomba) outros guardas circulam pelo local com metralhadoras escondidas sob os casacos. |
MESQUITAS DE SULTAN HASSAN E AL-RIFA'I, NO CAIRO:
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| Vistas do alto da Cidadela, duas das mais importantes mesquitas do Cairo: Sultan Hassan (à esquerda) e Al-Rifa’i (à direita). A primeira, construída entre 1356 e 1363 é um dos mais belos exemplos da arte e arquitetura islâmicas. A segunda, Al-Rifa’i, foi construída a mando da princesa Dowager Khushyar, havendo sido concluída em 1912, e abriga os túmulos da família real egípcia, desde o Paxá Ismail até o rei Faruk, último monarca do Egito. Al-Rifa’i abriga, ainda, o túmulo do Xá Reza Pahlevi, último soberano do Irã. |
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| No interior da Mesquita de Sultan Hassan, tapetes vermelhos recobrem o chão, com posições claramente delimitadas para as tradicionais orações muçulmanas, com o corpo voltado a Meca. |
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| Paredes do interior da Mesquita de Sultan Hassan, ricamente recobertas de mármore e outros adornos. |
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| Faz sentido exigir a retirada dos sapatos dos visitantes. Além do respeito religioso contido nesse ato tradicional, os pés descalços ajudam a preservar os tapetes que recobre inclusive os corredores das mesquitas, como este em Sultan Hassan. |
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| A exemplo de outras mesquitas, o centro da Mesquita de Sultan Hassan é um pátio aberto, contendo uma fonte cerimonial de água, para a realização do ato de "ablução" antes das orações. |
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| Somente em parte desse átrio aberto é que os tapetes deixam de ser colocados. |
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| A lua crescente, símbolo do Islã aparece sobre todos os minaretes e cúpulas das mesquitas. |
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| Em meio à permanente poluição e fumaça que assola o Cairo, as mesquitas de Sultan Hassan, do ano de 1356, e Al-Rifa'i, de 1912. Al-Rifa'i (à direita) foi concebida para ser um complemento à arquitetura de Sultan Hassan. Não é por coincidência que os dois templos parecem ser gêmeos. |
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| No corredor entre as mesquitas de Sultan Hassan (esquerda) e Al-Rifa’i (direita), a impressionante visão dos minaretes ricamente decorados. |
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| Do ângulo oposto (Al-Rifa'i à esquerda e Sultan Hassan à direita), o corredor entre as mesquitas soma seus minaretes aos de outros templos do Cairo. |
A CIDADELA DE SALADINO:
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| A Cidadela da Montanha (Qal’al-Jabal), no Cairo, construída no ano de 1176 pelo sultão Saladino (Salah al-Din al-Ayyubi) foi a sede dos governantes do Egito muçulmano por quase sete séculos (de 1206 a 1874). Nesse período, a imensa fortificação era o palco onde a história egípcia se desenvolvia. |
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| Dentro das fortificações da Cidadela de Saladino, há nada menos que três mesquitas: Muhammad Ali (vista ao fundo) construída em 1830, an-Nasir Muhammad (com a cúpula verde, vista aqui em primeiro plano) do ano 1318, e Suleiman Pasha (não retratada nesta foto) do ano de 1528. |
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| Diagrama em francês, a partir do qual se pode ter noção das dimensões da Cidadela do Cairo. |
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| Uma família egípcia visita o interior da cidadela. |
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| Um trecho das muralhas da Cidadela, a partir da qual se vislumbra boa parte da cidade do Cairo. |
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| Toda cercada por muralhas, a Cidadela deixa clara a intenção militar, com suas torres de vigília, janelas para flechas ou atiradores. |
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| Os canhões na Cidadela são lembrança do Século XIX, do período de dominação britânica no Egito. |
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| Uma das torres vizinhas à Mesquita de An-Nasir Muhammad, no interior da Cidadela. |
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| Uma bela estrutura em metal, com clara inspiração islâmica, sobre os muros que fazem frente às mesquitas de Sultan Hassan e Al-Raifa'i. |
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| Atualmente, o ponto mais visível da Cidadela é a Mesquita de Muhammad Ali, estrategicamente localizada no ponto mais alto da colina de Muqattam. |
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| Foto histórica da Cidadela de Saladino, no final do século 19, pelo fotógrafo italiano Antonio Beato. Desde a fundação da Cidadela, a paisagem do Cairo alterou-se drasticamente ao longo dos séculos (http://fr.wikibooks.org/wiki/Fichier:Cairo-citadel-1800s.jpg).. |
KHAN EL-KHALILI, O GRANDE MERCADO ÁRABE DO CAIRO:
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| Fundado no ano de 1382 pelo Emir Djaharks el-Khalili, o grande mercado árabe de Khan El-Khalili continua ativo e pujante, no centro antigo do Cairo. |
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| Artesanato, Narguilés (Shisha, no Egito), roupas, esculturas, etc. |
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| Viemos ao Khan El-Khalili buscando algumas lembranças do Egito, para levar para casa. |
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| Em alguns locais, o cheiro de camarões fritos deu-me vontade de experimentar os pratos, mas o receio foi maior e permanecemos com a comida dos hotéis, temendo alguma complicação intestinal que pudesse atrasar nosso ritmo. Um garçom atravessa a rua, com copos de chá e água. |
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| Lenços ao estilo islâmico são uma grande pechincha no Khan El-Khalili. Basta ter grande paciência para barganhar demoradamente o preço. |
MESQUITA DE IBN TULUN, DO ANO 879:
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| A Mesquita de Ahmad Ibn Tulun foi concluída no ano de 879, mais de seiscentos anos antes da descoberta da América e do Brasil! Tal comparação deve ser feita para que possamos ter noção de quanto é antiga a mesquita mais ancestral no Cairo. |
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| A imensa área interna de Ibn Tulun é composta por uma colunata de várias camadas, em torno de um pátio aberto com a tradicional fonte central. |
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| O grande pátio abriga a fonte central com a imensa cúpula de pedra. Ao caminhar por aqui, imaginamos a mesquita repleta de fiéis islâmicos rezando seis séculos antes do descobrimento do Novo Mundo (e do Brasil). |
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| O Minarete espiral de Ibn Tulun, inspirado no minarete da Grande Mesquita de Samarra, no Iraque, do ano 851. |
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| Sobre a cúpula do minarete, o Crescente, símbolo do Islã. |
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| O portão de entrada da Mesquita de Ibn Tulun. |
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| O Crescente, sobre o domo da fonte central de Ibn Tulun. |
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| Sombra na área interna, crivada de colunas. Sol no pátio central, com o minarete em Espiral, da mesquita mais antiga do Cairo, e uma das mais antigas de todo o Islamismo. |
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| O Cairo já foi chamado de "cidade dos mil minaretes". Vários deles se iluminam à noite, parecendo ogivas prontas a serem disparadas aos céus. Cada um traz características próprias, a exemplo desse minarete duplo, próximo ao conjunto de Sulta Hassan e Al-Rifa'i. |
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| Um casal passeia em um raro trecho calmo das ruas do Cairo. A grande maioria das mulheres usa o véu islâmico, escondendo a todo custo os cabelos, vistos pelos homens como “provocantes”, assim como os braços, ombros ou, em suma, qualquer parte mínima das feições femininas. |
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| O jardineiro rega as flores e a grama do jardim islâmico localizado às margens do Nilo, na parte sul de Gezeera. Da janela de nosso hotel, pudemos fotografá-lo enquanto ocupava-se de seu trabalho. |
República Árabe do Egito, dezembro/janeiro 2010/2011
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