New York, 1999
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| As torres vistas a partir do ferry-boat |
Em 1999, estive duas vezes em New York (escrevo o nome em inglês porque não vejo sentido em traduzir nomes da maioria das cidades: afinal de contas, falamos Buenos Aires - e não "Bons Ares", etc.).
A primeira foi durante o verão, em julho, quando dirigi desde o extremo sul da costa leste (desde a ilha americana de Key West, ligada a Miami por uma belíssima estrada, suspensa sobre o mar na maior parte dos seus trechos) até Manhattan, onde deixei o carro.
A segunda foi no inverno, em dezembro, para assistir a "passagem do milênio" (1999 para 2000), nas ruas de Manhattan.
Em ambas as ocasiões, fiz questão de subir ao último andar das majestosas torres gêmeas do World Trade Center. Eram meus edifícios favoritos em New York. Fotogênicos quando fotografados ao longe, também serviam de base para fotos da cidade, pois ninguém impunha qualquer restrição de acesso até o centésimo-décimo andar, seja de dia, seja à noite.
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| Do terraço do último andar (centésimo-décimo andar), pude tirar esta foto da noite sobre New York |
Em julho, fiz questão de ver o anoitecer a partir do terraço, no último andar. Enquanto tomava um café no restaurante que ali havia, vi as luzes da cidade lentamente se acenderem lá embaixo.
Pouco a pouco, a noite caiu sobre New York, e os pontinhos de luz multiplicaram-se exponencialmente, tornando-se um tapete de luz até onde os olhos podiam enxergar.
Posicionei minha câmera na mureta do terraço e bati esta foto, segurando o disparador alguns segundos, para sensibilizar o filme. O resultado mostra uma fração daquilo que se podia ver a partir do terraço das torres gêmeas: por 360 graus, as luzes de New York e da vizinha New Jersey se descortinavam aos olhos, em uma visão que só se tem em vôos, normalmente.
Do terraço, no último andar (centésimo-décimo andar), tirei esta foto da Estátua da Liberdade, ao longe.Ainda no terraço, procurei a Estátua da Liberdade. Com um pouco de aproximação, tirei a foto acima. Só saía do terraço quando cansava de tirar fotos. Não havia controle de tempo de permanência, nem vigilância ostensiva, detectores de metal, etc. Mais tarde, o mundo faria mal uso dessa política de portas abertas e de confiança.
Ainda no ferry, tirei esta foto do meu pai, com as eternas torres ao fundo.Ainda não assimilei como ficou o horizonte de New York sem as torres gêmeas. Dentre os outros prédios, detacam-se um pouco o Empire State e o Chrisler Buiding, mas nenhum causava tanto impacto aos olhos quanto as torres do World Trade Center.
As torres ficavam bem em qualquer foto. Esta, tiramos durante a travessia, a pé, da ponte do BrooklinDurante a caminhada de um quilômetro pela velha ponte do Brooklin, uma parada para fotos. Onde mais? Na frente das torres, é claro.
Em Dezembro, a névoa impedia que se tirasse boas fotos do alto das torres, mas elas próprias permaneciam com excelente aparência. Também no inverno, subi até o terraço durante o dia, embora já o conhecesse.
Em 2001, no Brasil, assisti ao ataque terrorista, enquanto ele acontecia, ao vivo, pela televisão. Algo difícil de acreditar. Quando contei ao meu pai, que visitou comigo as torres no verão, ele também custou a compreender o que eu dizia. Também lamentou e lembrou da sensação de confiança com que a cidade recebia os visitantes.
Não vi propósito algum no ataque covarde. Somente covardia, ignorância coletiva e falsas justificativas. Talvez esses ingredientes possam ser melhor traduzidos como pura maldade bestial.
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| Outro atentado à segurança, embora pacífico e com resultado arrebatadoramente surpreendente, foi realizado em 1974 pelo equilibrista francês Phillipe Petit, que clandestinamente estendeu um cabo entre os terraços das duas torres do recém finalizadas do World Trade Center, e caminhou a centenas de metros de altura sobre os olhares estarrecidos dos passantes em Manhattan, sem rede ou nenhuma outra espécie de proteção. |
A obsessão de Petit pelo ousado "projeto" de caminhar na corda bamba entre as torres do World Trade Center é narrado no emocionante documentário "O Equilibrista" (Man on Wire), do ano de 2008.
Link Relacionado: O Vazio (World Trade Center, oito anos após o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001)




Um comentário:
Eu amo esses prédios, pelo menos ainda posso visitá-los no mundo virtual ;-;
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