Um dos belos cenários urbanos da moderníssima Sydney Se eu fosse livre, viveria em Sydney, pelo menos por um ano. Mas o que significa ser livre, em tempos modernos, com a escravidão oficialmente abolida?
Liberdade plena, na minha opinião, abrange necessariamente a possibilidade de escolher a cidade, o país, o local onde se vive. Nesse aspecto, não sou livre. Minha residência vincula-se ao trabalho que exerço, que me obriga a morar onde nasci, mas onde não escolhi.
E qual o problema do local onde moro? Isso depende do referencial. Comparado com Sydney, moro em lugar insignificante.
Sydney é banhada pelo oceano, que não forma apenas ótimas praias (como Bondi Beach), mas avança sobre o litoral, formando uma bela baía, pontilhada de ilhas. Vários pontos de interesse são alcançáveis pelo mar, tomando-se os regulares ferries que partem do porto central. A moderna arquitetura da cidade faz duvidar que a colonização por aqui começou somente séculos depois do Brasil (deveríamos estar à frente da Austrália, Oras! Mas não estamos).
Liberdade plena, na minha opinião, abrange necessariamente a possibilidade de escolher a cidade, o país, o local onde se vive. Nesse aspecto, não sou livre. Minha residência vincula-se ao trabalho que exerço, que me obriga a morar onde nasci, mas onde não escolhi.
E qual o problema do local onde moro? Isso depende do referencial. Comparado com Sydney, moro em lugar insignificante.
Sydney é banhada pelo oceano, que não forma apenas ótimas praias (como Bondi Beach), mas avança sobre o litoral, formando uma bela baía, pontilhada de ilhas. Vários pontos de interesse são alcançáveis pelo mar, tomando-se os regulares ferries que partem do porto central. A moderna arquitetura da cidade faz duvidar que a colonização por aqui começou somente séculos depois do Brasil (deveríamos estar à frente da Austrália, Oras! Mas não estamos).
Tirei esta foto do prédio da Opera House, símbolo da cidade de Sydney, enquanto passeava a pé pela famosa ponte Harbour Bridge Outra vantagem de Sydney é que a Ásia fica ali pertinho! Poucas horas de vôo a partir de lá (se comparada a duração eterna do vôo a partir do Brasil), pode-se visitar Bali, Java, Bornéu, Malásia, Tailândia, e até China e Japão.
Qual a vantagem? Um dos maiores prazeres envolvidos no ato de viajar é surpreender-se com culturas distintas da sua. E a Ásia é um mundo culturalmente à parte, com idiomas, costumes, culinária, fisionomias, aromas e cenários diferentes daqueles aos quais nosso acervo cultural ocidental está tão familiarizado.
Qual a vantagem? Um dos maiores prazeres envolvidos no ato de viajar é surpreender-se com culturas distintas da sua. E a Ásia é um mundo culturalmente à parte, com idiomas, costumes, culinária, fisionomias, aromas e cenários diferentes daqueles aos quais nosso acervo cultural ocidental está tão familiarizado.
Em viagem solitária, pedi a um passante que tirasse esta foto minha, tendo ao fundo a Opera House. É claro que o australiano centrou o foco no belo cenário ao fundo, e eu saí como mera sombra. Permaneci cinco dias em Sydney, procurando descobrir a cidade sem pressa. Em várias ocasiões, caminhei pela orla, passando pela Opera House, às vezes durante o dia, avistando o contraste do belo edifício com a baía, às vezes à noite, desfrutando da segurança que lá existe e que faz tanta falta no Brasil.
À noite, as luzes da cidade circulam a baía. Vários barcos ancorados também acendem suas luzes e a ponte metálica ilumina-se junto com o restante, compondo um cenário que convida qualquer fotógrafo a tentar fotos de longa exposição.
À noite, as luzes da cidade circulam a baía. Vários barcos ancorados também acendem suas luzes e a ponte metálica ilumina-se junto com o restante, compondo um cenário que convida qualquer fotógrafo a tentar fotos de longa exposição.
Certa noite, comprei ingressos e fui assistir a um espetáculo em uma das salas da Opera House. Tratava-se de uma apresentação do Cirque Eloise, uma trupe canadense assemelhada ao famoso Cirque Du Soleil. Acrobacias inacreditáveis e um público comportado: são as lembranças que mais fixei naquela noite.
Em outra ocasião, fui experimentar o refinadíssimo restaurante da Opera House. Carpaccio de vieiras (scalop carpaccio)? A princípio, a aparência do prato não me entusiasmou. Pareciam simples rodelas de champignon cortadas fininhas e postas lado a lado. Mas o Maire garantiu: It’s very delicate, Sir.
Realmente. As vieiras, nobres ostras carnudas, dão ótimos carpaccios, prato que eu só conhecia feito de carne bovina, mas que foi habilmente recriado pela culinária australiana, com base nos abundantes frutos do mar da região.
"Homem estátua" posando em frente à baía, com a Harbour Bridge ao fundo Ainda penso em morar algum tempo em Sydney. Espero que a liberdade plena surja enquanto a velhice ainda não houver solapado a energia tão necessária aos viajantes. Afinal, viajar em pacotes organizados não traz a mesma realização das viagens por conta própria que podemos fazer enquanto jovens.
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