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Balonismo em Cairns e Snorkelling na Grande Barreira de Corais

Cairns, Queensland, Australia, maio de 2001
Ainda em terra, fotografei os balões que já haviam subido. O meu seria o próximo


          Em Sydney, comprei um ticket de uma companhia aérea que prometia (e cumpria) preços baixos, a Anset Australia. Meu roteiro era: de Sydney para Cairns - para visitar e mergulhar na Grande Barreira de Corais; de lá, para Ayers Rock, no centro da Austrália - para visitar o Deserto de Gibson, com os grandes rochedos vermelhos, que são monumentos sagrados, na cultura dos aborígenes. De Ayers Rock, minha passagem aérea me levava de volta a Sydney.

          Cheguei em Cairns pela tarde. Cairns é a capital do estado australiano de Queensland. É uma pequena cidade, de onde se pode contratar passeios até a fabulosa barreira de corais do leste australiano, a Grande Barreira de Corais, o maior conjunto de recifes de coral do planeta, com extensão de cerca de 2300 quilômetros.


Tomei um Ônibus em Cairns e fui até a cidade próxima, de Port Douglas, onde um catamarã me aguardava para uma tarde de Snorkelling na Grande Barreira de Corais


A Grande Barreira de Coral é composta por cerca de 2900 recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral. Neste ecossistema complexo vivem em torno de 1500 espécies de peixe, 360 espécies de coral, 5000 a 8000 espécies de moluscos, 400 a 500 espécies de algas marinhas, 1330 espécies de crustáceos e mais de 800 espécies de equinodermas.


Neste dia, surgiu minha paixão pelo mergulho marinho

          No QuickSilver, o grande catamarã que tomei a partir de Port Douglas, navegamos cerca de duas hora até chegarmos à Grande Barreira de Corais.
          Decidi aderir ao passeio oferecido pela tripulação: snorkelling, guiado por uma bióloga marinha, que iria mostrar in loco algumas espécies da região.
          Caí na água, com um traje de neoprene, máscara, snorkel e nadadeiras. Imediatamente, fiquei fascinado com a quantidade de vida: peixes multicoloridos nadando em meio aos corais em forma de chifres de renas, luminescentes em uma tonalidade azul quase próximo da luz de neon.
          Naquele momento, decidi que, ao retornar ao Brasil, faria cursos de mergulho, para não me limitar a contemplar aquele cenário a partir da superfície. Eu queria ir mais fundo naquela exploração natural, literalmente.


Também comprei uma pequena câmera descartável à prova d'agua em Port Douglas, e tirei esta foto da nossa guia, bióloga, que mergulhou no fôlego e retornou trazendo um pepino do mar para mostrar-nos.

          Fiquei aproximadamente uma hora na água. Não queria retornar ao barco. Fotografei, contemplei, nadei naquelas águas extremamente transparentes e me senti feliz por explorar um pedacinho privilegiado do planeta onde nasci.

          Na realidade, nada me impedia de vir antes. Dinheiro? Issso é questão de prioridades: gasta-se muito mais com carros, casa, roupas e outros bens, do que se consegue gastar dando a volta ao mundo com economia. Por isso, mantenho o mesmo carro há mais de dez anos, moro em condições que considero inadequadas, mas não abro mão de viajar. As viagens permitem que eu veja o mundo e seus problemas a partir de uma perspectiva mais ampla e mais correta.

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