Desde San Francisco, na California, onde alugamos o Ford Edge, percorremos quase 3.000 quilômetros em cerca de dez dias, passando pela famosa estrada costeira californiana Highway 1, Los Angeles e arredores, adentramos o estado de Nevada, passando pelo Deserto de Mojave, paramos em Las Vegas por alguns dias e seguimos viagem no estado do Arizona, parando na vila de Tusayan, na boca do Grand Canyon.
No Arizona, estado que faz fronteira com o México, nota-se a nítida influência e presença dos mexicanos. Na cidade de Tusayan, os hotéis e restaurantes eram, em boa parte, mantidos por mexicanos ou descendentes dos indígenas locais
No primeiro dia da nossa visita a Tusayan, o horizonte estava acinzentado, talvez em razão de um incêndio florestal que vimos na chegada. Mas no segundo dia, o sol brilhou forte e o ar tornou-se cristalino, rendendo boas fotos, como esta, acima
Saindo da trilha demarcada na borda sul, encontram-se bons mirantes para avistar pedaços do terreno no fundo do cânion
Fotos tiradas por outros visitantes sempre são cheias de "poréns". Nesta, faltou fazer o foco na dupla, de modo a acionar o flash e equilibrar as sombras e luzes
As melhores fotos do cânion são aquelas em que a luz do sol gera contrastes. Quando a luz está a pino, tudo fica mais apagado
Não quisemos caminhar até essa pedra, como vimos outras pessoas fazerem. Um dia, todos esses rochedos desmoronarão, pela lenta e constante erosão das chuvas e do vento
Por toda a trilha da borda sul, há mirantes com esse, com boa segurança para admirar os abismos
Já as árvores, estas não temem os desmoronamentos
Temperatura variando de 10 a -2 graus Celsius. Faz frio nas bordas do Grand Canyon
Pose pensativa, no primeiro dia: será que a paisagem vai melhorar, permitindo boas fotos?
No segundo dia, a visão ficou mais clara e tivemos certeza de que conseguiríamos registrar um pouco da grandiosidade do lugar
Lá embaixo, ainda vive o escultor responsável pela criação do Grand Canyon: o Rio Colorado
Serpenteando no fundo do abismo, a uma altura de cerca de 1600 metros da borda do cânion, o Rio Colorado arrasta pedras e faz um trabalho incessante de escavação, que começou a mais de 2 milhões de anos
O cânion é habitado por condores californianos, mas não os vimos. Na falta deles, uma foto de um dos onipresentes corvos, que planam aos montes no local
Comendo sementes de girassol, esse esquilo aproximava-se dos visitantes, já acostumado aos humanos na rotina do lugar
Esperei 30 minutos por uma boa pose do rapaz, até que ele ficou me olhando por vários minutos
O pano de fundo para a pose do esquilo é o abismo escavado pelo Rio Colorado
Cada ângulo revela sutilezas próprias dessa paisagem que se estende por dois estados americanos
Os pináculos próximos são sempre fotogênicos
Propositalmente, incluí minha sombra na foto, junto ao fundo do cânion


2 comentários:
Gente até agora essas foram as fotos que mais me emocionaram, não tem como não admirar, a natureza emociona e arranca suspiros, mesmo de longe, parece que eu estava ai!!
e Julio quem é a nórdica que sempre aparece em suas fotos...muito linda ela!!hehe
SP sempre soube que você não era brasileira, mas agora com essa paisagem e roupas, convence qualquer um que é estrangeira msm!!!kkkkk
saudades e bom prosseguimento à viagem
Grandes fotos!
O Colorado é um grande escultor, e trabalha no barro...
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