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O Glaciar Perito Moreno, Patagônia argentina

Glaciar Perito Moreno, janeiro de 2010

A impressionante muralha de gelo, com picos de 60 metros de altura, no encontro do glaciar Perito Moreno com a água

Localização do Parque Nacional Los Glaciares, no sul da Patagônia Argentina, a cerca de 2.800 km ao sul de Buenos Aires

Criado em 1937, o Parque Nacional Los Glaciares foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade em 1981. Com 726.900 hectares, o parque contém, no total, 356 glaciares, com uma superfície total de gelo de 2600 quilômetros quadrados.

Em termos simples, um glaciar é uma grande massa de gelo, formada ao longo de milênios, que desce uma ou várias montanhas, como um imenso rio congelado, em câmara lenta. No alto da montanha, a neve cai ininterruptamente, formando novas camadas de gelo, que pressionam o glaciar continuamente para baixo, até altitudes mais baixas. As camadas de gelo que chegam até a base da montanha geralmente derretem-se e formam lagos de água doce. Os glaciares podem ter espessura de quilômetros ("grossura" da camada de gelo) e geralmente têm vários quilômetros de extensão.

O parque ocupa as áreas ao redor dos lagos Argentino e Viedma, e inclui uma larga faixa do gelo continental patagônico, reminiscente da era glacial ocorrida no período Pleistoceno (entre 1.806.000 e 11.500 anos atrás). Desse campo de gelo, descem 47 glaciares maiores, dos quais 13 fluem até o Oceano Atlântico, e se denominam, a partir do norte ao sul: Marconi, Viedma, Moyano, Upsala, Agassiz, Bolado, Onelli, Peineta, Spegazzini, Mayo, Ameghino, Perito Moreno e Frias.

O Glaciar Perito Moreno deve seu nome ao naturalista e geógrafo argentino Francisco Pascacio Moreno, que explorou a região próxima a El Chaltén em 1877.


Um dos maiores glaciares do parque (195 quilômetros quadrados de superfície, 5 quilômetros de frente e picos de até 60 metros de altura), o Perito Moreno, acessível por barco ou terra, é o que tem acesso mais fácil e melhor estrutura de observação


A estrada termina em um conjunto de passarelas metálicas, com mais de 1000 metros de extensão, de onde se pode admirar as paredes do glaciar, frente a frente

Uma estrada pavimentada adentra o parque e passa pela curva “dos suspiros”, título inventado pelo taxista que nos conduzia, O apelido para essa curva na estrada é apropriado, pois ao final dela, a muralha de gelo do Perito Moreno se descortina pela primeira vez ao turista que chega de carro, e os suspiros de admiração e expressões de espanto são inevitáveis.


As colunas de gelo, com 60 metros de altura, aguardam o momento de cair sobre o lago, formando novos icebergs


Próximo ao paredão, o grande catamarã reduzido à sua devida proporção

Próximo ao paredão do Perito Moreno, as plantas locais, chamadas Los Notros florescem e quebram a monotonia do gelo com a cor vermelha

O ambiente do glaciar Perito Moreno inclui gelo, lagos, montanhas nevadas e uma escassa vegetação próxima

Em meio ao mar de gelo do glaciar, pináculos surgem e são carregados, ao longo dos séculos na descida da montanha, até o lago onde derreterão

No lago, nas rochas próximas ao paredão, um acúmulo de blocos esparsos de um pedaço de gelo que se formou a séculos ou milênios atrás, na nascente do glaciar, próxima ao cume das montanhas

Pelo lago, os catamarãs levam os turistas a uma distância segura da parede de gelo: 300 metros de distância são suficientes para evitar o afundamento do barco por algum pedaço maior que se desprenda.


Um mar de gelo

Pináculos próximos ao lago

O paredão tem tantas nuances de formas e cores que afastam qualquer idéia de que o gelo poderia ser monótono

Caminhar sobre o meio do glaciar Perito Moreno é praticamente impossível, pois sua superfície é muito irregular.

Entretanto, existem bordas próximas que permitem uma caminhada, com grampões.

Júlio e Izaura, Parque Nacional Los Glaciares, Patagonia Sur, Argentina, janeiro de 2010

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