Angkor Wat, Camboja, janeiro de 2006
| Monges e turistas compartilham o deslumbramento de caminhar sobre os templos de Angkor Wat, templo hinduísta construído no Camboja, durante o século XII, durante o império Khmer, vigente dos séculos IX a XV. Juntamente com outros templos, como os de Angkor Thom e Bayon, o complexo de Angkor é atualmente a maior atração turística do Camboja, tendo recebido o título de Patrimônio da Humanidade pela Unesco (http://whc.unesco.org/en/list/668). |
| Construído como templo e palácio hinduísta, Angkor tornou-se atualmente centro de interesse budista. Esses monges fizeram questão de puxar conversa, para treinar o idioma inglês, que abre-lhes a janela das informações do mundo ocidental. |
| Nos primórdios da fotografia colorida, a revista National Geographic utilizava a técnica de fazer contrastar uma peça de vestimenta de cores fortes com o fundo de cores suaves. O público apelidou a estratégia de "técnica da camisa vermelha". Nesta foto, o traje cor de açafrão do monge cumpre essa mesma função, dando vida à foto pelo excesso de contraste. |
| Aventureiro esclarecido, Gérson pára à frente de um pequeno trecho do imenso complexo de Angkor |
| As impressionantes esculturas do Buda de quatro faces (Bodhisattava Avalokiteshvara), esculpidas em cinquenta torres no templo de Angkor Thom |
| Após o fim do império Khmer, no século XV, Angkor e seus templos passaram a viver em luta com a natureza. Suas esculturas foram quase que inteiramente engolidas pela floresta. O camboja, localizado na região denominada "Ásia das Monções", recebe grande quantidade de chuvas, razão pela qual a densa vegetação rapidamente se alastrou sobre o inestimável acervo arquitetônico e arqueológico. |
| Mesmo após ressurgir de vários séculos ao ar-livre, as faces em Angkor Thom possuem tal expressividade que contagiam-nos a retribuir o sorriso confiante. |
| O complexo de Angkor é pontuado por inúmeros templos, intercalados por regiões de mata. As ruínas parecem desafiar-nos a imaginar como seria o cenário aqui, em pleno século XIII, no império Khmer. |
| Sem se sensibilizar com a riqueza histórica do local, as árvores lançam suas pesadas raízes sobre muros, pórticos e templos inteiros. |
| Leões de pedra, guardiões de diversos templos |
| Moradores das redondezas circulam sob o portal de pedra, sobre o qual dezesseis faces de buda vigiam uma das entradas de Angkor Thom. |
| Lentamente, as figueiras crescem sobre os magníficos templos de Angkor. |
| Em algumas paredes, ainda sobrevivem esculturas e relevos com um rastro da tinta que outrora as recobria. Estas escaparam da pilhagem, muitas vezes realizada pelo próprio exército, em um país que já esteve mergulhado no caos. |
| Em Angkor, alguns templos apresentam colunas muito semelhantes aos edifícios greco-romanos. |
| As colunas no templo de dois pavimentos, vistas sob outro ângulo. |
| Após infindáveis saques de esculturas e de partes inteiras de templos, levados para as galerias de arte no exterior, o novíssimo governo cambojano iniciou esforços, em conjunto com a Unesco, para a preservação do patrimônio Khmer. Mas o Camboja ainda não se reestruturou desde a guerra civil que chacinou quase metade da população na década de 70, época do avanço da guerrilha maoísta liderada por Pol Pot. Uma mostra disso é que este guarda tentou vender-nos a própria carteira funcional, em troca de 50 dólares. Ainda hoje, compra-se de tudo no Camboja: de armas até presas de elefante. |
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| Situados no noroeste do Camboja, os templos de Angkor ficam próximos à cidade de Siem Reap. Para nos deslocarmos desde a capital (Phnom Penh) até Siem Reap, navegamos rumo ao norte, pelo rio Tonle Sap, que depois se transforma no grande lago de mesmo nome, cujas margens alcançam Siem Reap. |
| Na viagem de barco rápido desde a capital cambojana, Phnom Penh, até a cidade de Siem Reap (cidade mais próxima de Angkor Wat), atravessamos o grande lago Tonle Sap, e no caminho encontramos diversos barcos pesqueiros, com famílias inteiras extraindo alimentos diretamente das águas, (Foto: Gérson Noronha Mota) |
| Maior lago do sudeste asiático, o Tonle Sap, na Bacia do Mekong, triplica sua área todo ano, na época das cheias, e depois retrocede ao volume normal. Cerca de 3 milhões de cambojanos vivem ao redor do lago, que fornece a maior fonte de proteínas a partir da rica fauna aquática.(Foto: Gérson Noronha Mota) |
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| Confrontado com os demais grandes lagos do mundo, o Tonle Sap destaca-se isolado no sudeste asiático, região que abarca o Vietnã, Camboja, Laos, Tailândia e Mianmar |
Júlio César, janeiro de 2006


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