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Visita ao Kennedy Space Center, da NASA, em Cabo Canaveral

Cabo Canaveral, Flórida, Março de 2010
Todos os vôos tripulados americanos lançados pela NASA saíram do Kennedy Space Center, devido à posição favorável do Cabo Canaveral, região mais próxima ao equador que aquela nos centros de Houston e Hawaii

Na nossa visita, em março, o ônibus espacial Discovery estava sendo preparado na plataforma de lançamento, em abril.  A parte alaranjada é o tanque de combustível líquido e os foguetes laterais são propulsores de combustível sólido. Infelizmente, não ficamos até o lançamento, em abril, mas os felizardos que puderam assistir puseram a filmagem da subida do Discovery no endereço http://www.youtube.com/watch?v=VZnp17WxcGA

Cápsula espacial da época do programa Apolo, que resultou nas viagens tripuladas à Lua. A cápsula vai acoplada à ponta de um imenso foguete Saturn V, com 110,6 metros de comprimento, uma das maiores máquinas já construídas.
Diagrama do imenso Saturn V, família de foguetes que levou os astronautas americanos à Lua. Todo o desenvolvimento desses foguetes foi feito sob asupervisão do cientista alemão Werner Von Braun, que ironicamente foi cientista da alemanha nazista, havendo trabalhado no desenvolvimento das bombas voadoras V1 e V2. Após o término da II Guerra Mundial, os americanos se apressaram em conceder asilo a todos os cientistas nazistas que pudessem trabalhar no desenvolvimento tecnológico, inclusive do programa espacial.


Documentário da National Geographic (em português). 
Apesar do imenso e inegável mérito científico e tecnológico da NASA, um aspecto que geralmente é ignorado é o papel fundamental desempenhado por Werner Von braun, cientista nazista e integrante da SS, no desenvolvimento do programa espacial americano, em uma parceria pragmática de interesses no pós-guerra que não deixa de causar certa perplexidade.


Na base do Saturn V, as cinco bocas imensas dos propulsores que projetam o foguete ao espaço. Nesse galpão no Kennedy Space Center, o visitante pode percorrer toda a extensão do foguete de 111 metros, por baixo dele, visualizando todos os tanque, módulos, etc.


Julho de 1969 (Foto National Geographic ed.dez/69) - "Sobre um pilar de fogo, o poderoso Saturn V é lançado, levando no topo a Apolo 11 e sua tripulação (Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins), que alcançaria a Lua. Câmeras automáticas no topo da torre de lançamento captam a partida do maior e mais poderoso foguete então construído, que ruge sob a força de seus cinco propulsores".



Julho de 1969 (Foto National Geographic ed.dez/1969) - "Eles assistiram com o coração na garganta, no Kennedy Space Center, Flórida, em 16 de julho, esses privilegiados por verem a Apolo 11 levantar em uma fúria de chamas"

Uma das cápsulas espaciais que foram à Lua encontra-se exposta no Kennedy Space Center: a Apolo 14. Mesmo construída no início da década de 70, a cápsula da Apolo 14 é uma maravilha da tecnologia: contém 2.000.000 (dois milhões) de peças independentes, 24 quilômetros de cabos elétricos, painel com 24 instrumentos, 71 luzes, 40 indicadores, e em sua missão (31 de janeiro a 9 de fevereiro de 1971)  percorreu 804.672 quilômetros antes de trazer a tripulação de volta à Terra, em segurança, com uma preciosa carga de 45 quilos de rochas lunares. 


Detalhe da Apolo 14, ainda com as marcas de chamuscamento das altas temperaturas na reentrada à atmosfera. A cápsula fica ao alcance das mãos, embora ninguém ouse tocá-la. Para nós, é um objeto "santificado", quase divino, da tecnologia.


A placa explicativa da Apolo 14, no Kennedy Space Center. Na foto, o momento do resgate da tripulação no mar, por helicóptero.


O "Jardim de Foguetes", contendo dezenas dessas fantásticas máquinas utilizadas nos programas espaciais Mercury, Apolo, etc.





Exposição dos diversos trajes espaciais testados desde o início do programa espacial


Traje espacial utilizado na missão Apolo 13

Traje espacial utilizado atualmente nas missões dos ônibus espaciais



Visão do interior de uma cápsula espacial do programa Apolo.


20 de Julho de 1969 (Foto National Geographic ed.dez/69)
"No amanhecer de um dia lunar de duas semanas, Edwin Aldrin atravessa uma pequena cratera próxima de um dos instrumentos de teste levados na Apolo 11. O visor de seu capacete reflete sua longa sombra escura, o coletor de vento solar, estrelas, a imagem de Neil Armstrong (que tirou essa foto) e o módulo lunar. Poucas horas antes, os dois homens disseram as palavras que comoveram o mundo: 'Base da Tranquilidade, aqui. A águia Pousou'. Enquanto Armstrong e Aldrin exploravam a superfície, Michael Collins mantinha sua vigília solitária no Columbia, o módulo de comando da Apolo 11, orbitando a Lua"

O edifício de montagem de foguetes, construção imensa capaz de abrigar um ônibus espacial em posição de lançamento


Outubro de 1981 (Foto National Geographic e.out/1981) - O recém construído ônibus espacial Columbia, inovador por ser o primeiro veículo espacial reutilizável (foi ao espaço diversas vezes até fevereiro de 2003, quando foi destruído por uma explosão) passa por uma série de ajustes dentro do imenso Edifício de Montagem de Foguetes.

Sob o céu azul, a NASA busca atingir os confins do espaço sideral. O empecilho atual a esse sonho se chama "Crise Econômica Mundial". Severas restrições financeiras foram impostas à NASA desde o início da administração Obama, e em 2011, o lançamento de astronautas não mais será feito pela agência, mas por foguetes russos, chineses, etc. Situação inimaginável alguns anos atrás.


Uma das diversas plataformas de lançamentos de foguetes no Kennedy Space Center. Essa foi utilizada nas missões do programa Apolo.


A simples menção ao nome da NASA é capaz de evocar visões de superação dos estreitos limites do ser humano, que conseguiu alcançar o espaço longínquo pelo uso da razão, ciência e tecnologia.


Visão aérea do Cabo Canaveral, onde se localiza o Kennedy Space Center (KSC), da NASA. Dessas terras pantanosas, o homem foi até a Lua diversas vezes.


Exibir mapa ampliado

O famoso discurso proferido no verão do ano de 1962 pelo presidente americano John F. Kennedy, reafirmando o compromisso da nação em levar o homem à Lua antes do término da década de 60.
(We choose to go to the moon. We choose to go to the moon in this decade and do the other things, not because they are easy, but because they are hard, because that goal will serve to organize and measure the best of our energies and skills, because that challenge is one that we are willing to accept, one we are unwilling to postpone, and one which we intend to win, and the others, too.)  

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