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Imagens de Chicago

Chicago, março de 2011

"O Feijão": a escultura de Anish Kapoor, em aço polido, instalada no Millennium Park, recebeu o nome de Portão das Nuvens (Cloud Gate), mas passou a ser conhecida informalmente pela população como "o feijão".

Reflections under the bean. Embaixo da escultura, fotografamos nossas imagens refletidas e distorcidas pelas curvas suaves do "feijão".

Concretização de uma ilusão futurista: em um passeio à noite pelo Millennium Park, podemos contemplar a silhueta dos arranha-céus de Chicago, a partir da Crown Fountain, que exibe os rostos de centenas de pessoas nascidas na cidade, alternando-se constantemente a cada minuto. Cenário de filmes de ficção científica ou de quadrinhos estilo Batman.
Fisionomias de brancos, negros, indianos, chineses, irlandeses, etc. etc., projetadas intercaladamente na Crown Fountain, em clara homenagem ao caráter multicultural de Chicago.

A via costeira do gigante Lago Michigan, iluminada à noite, em uma foto que pudemos fazer do alto do 84º andar do John Hancock Center, um dos arranha-céus mais altos de Chicago.

Willis Towers, antigas Sears Towers, os prédios mais altos dos EUA, vistos a partir do John Hancock Center. Até meados de 2000, a Willis Towers foram o prédio mais alto do mundo, superados posteriormente pelas Petronas Towers, em Kuala Lumpur, Malásia.
A visão de Chicago e do Lago Michigan a partir do edifício mais alto dos EUA, a Willis Tower, com 442 metros de altura. No paisagem, sobressaem as silhuetas de outros dois arranha-céus: o John Hancock Center (edifício preto no centro-esquerda, com 344 metros de altura, o quarto mais alto de Chicago) e o Trump International Hotel and Tower (edifício prateado à direita, com 423 metros de altura, o segundo edifício mais alto da cidade). Na realidade, o projeto original da torre Trump International previa a construção de andares adicionais, de forma que o prédio se tornasse o edifício mais alto do mundo, mas os planos foram alterados após o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001. Pressentindo o risco, Donald Trump limitou a altura do prédio, reduzindo o risco de ataques semelhantes aos sofridos pelo World Trade Center em New York.

Caminhando sobre vidro a 440 metros de altura: o Skydeck, no alto da Willis Tower permite que o visitante caminhe sobre a cidade, sustentado apenas pela estrutura em forma de aquário de vidro no alto do edifício. No dia 19 de março, vimos um casamento ocorrendo num desses cubículos. Os noivos, com certeza planejaram unir-se no ponto mais alto dos EUA.

Outro grande exemplo da criatividade dos arquitetos em Chicago são as Marina City Towers, apelidadas irreverentemente de Corncob Towers, ou Torres Espigas de Milho.


Os arranha-céus de Chicago vistos a partir do Grant Park, que contém a escultura intitulada Ágora, da escultora Magdalena Abakanowicz, presente de Varsóvia, Polônia, à cidade de Chicago em 2006.

Novembro de 2008: o Grant Park, em Chicago é o local do discurso da vitória do presidente recém eleito, Barack Obama. Obama mudou-se para Chicago aos 24 anos de idade, e lá desenvolveu sua carreira como agente comunitário, advogado, senador pelo estado de Illinois e, finalmente, tornou-se o quadragésimo-quarto presidente dos EUA.



Miss Chicago: a escultura de Joan Miró, com 12 metros de altura, em aço, concreto, bronze e cerâmica, instalada na Washington Street com a North Dearborn St, desde 1981.
Logo no outro lado da rua, rivalizando com a vizinha obra de Miró, a escultura de Picasso, com 15 metros de altura, instalada na pequena Praça Dale desde 1967. Causou de controvérsias desde então, pois o próprio Picasso não definiu o significado da obra, apenas insunuando que a inspiração teria vindo das formas femininas. Alguns moradores viram mais semelhança com um babuíno.


Entrevista ao ar-livre, com uma das diversas esculturas em bronze no Navy Pier.

A cidade, vista a partir do pavilhão Musical Pritzker, no Millennium Park.

Chicago é a quarta cidade do mundo com maior número de arranha-céus (LISTA DAS CIDADES COM MAIOR NÚMERO DE ARRANHA-CÉUS NO MUNDO - wikipedia, março 2011)

Um barco turístico navega pelo Chicago River.


No antigo ancoradouro que aponta para o Farol da Baía de Chicago, do século XIX, no imenso Lago Michigan, milhares de gaivotas encontraram o local ideal para estabelecer seus ninhos nesse início de primavera.

O Navy Pier, visto do alto do edifício John Hancock.

Terra do Blues: Sweet Home, Chicago!


Originário de um ramo do Blues do Delta do Mississipi da década de 1920, o Blues de Chicago evoluiu de forma independente após a "Grande Migração" de trabalhadores afro-americanos dos estados do sul (Louisiana, Alabama, Mississipi, etc.) para as cidades industriais do norte, como Chicago.

O Blues do Delta do Mississipi (como em New Orleans) se apóia mais em guitarra e gaita e o de Chicago introduziu bateria, piano e baixo.

Buddy Guy, Earl Hooker e Muddy Waters são alguns dos grandes expoentes do Blues de Chicago.


Encontro com Buddy Guy, em Chicago, terra do Blues: os grandes fãs brasileiros (muito mais ainda a Izaura), em um lance de pura sorte, encontram o cantor de Blues, em visita ao bar montado por ele próprio, na Wabash com Balbo Street (http://www.buddyguys.com/). Além dos músicos programados para aquela noite, ouvimos improvisos do próprio Buddy Guy, compramos CDs e conseguimos autógrafos. Momento de pura "tietagem".
Buddy Guy montou um bar que reúne excelentes músicos (além de apresentações eventuais dele próprio, quando o público está com muita sorte), simplicidade externa, baixos preços e ótimos pratos da cozinha sulista norteamericana (culinária creole e cajun). Serve-se almoço, jantar e lanches a qualquer momento no Buddys Legends, ao som de ótimo Blues ao vivo.
Após a apresentação da banda do dia, Buddy Guy resolveu aparecer de surpresa, para alguns improvisos.
Koko Taylor, com sua voz forte e áspera é uma das vozes femininas pioneiras do Blues de Chicago.

Júlio e Izaura, março de 2011

2 comentários:

Denise disse...

Muito bacana! Curioso: parece a foto do Clodovil Hernandes no painel da 4ª foto! rsrsrs.
A foto com Buddy Guy causou uma pontinha de inveja na galera aqui... rsrs
Saudades
De e Gu

Júlio César e Izaura disse...

Que susto, Denise, na primeira leitura apressada achei que você estivesse dizendo que Eu estava parecido com o Clodovil!! Rsrs. Mas você tem razão, aquele rosto na segunda foto da fonte na noite de Chicago lembra um pouco o nosso ilustre Costureiro, mas na verdade é uma indiana. Como diria o Buddy Guy, na letra de uma de suas canções: "skin deep/ skin deep/ Underneath we're all the same!!". Um grande abraço.