Heróis da Segunda Guerra Mundial: os soldados Navajos Codificadores de Mensagens (foto exposta no centro de visitantes de Monument Valley).
Durante a Segunda Guerra Mundial, houve inúmeros sistemas de codificação para manter a segurança nas comunicações. Além dos métodos matemáticos mais sofisticados, surgiram outros, resultantes da engenhosidade de alguns indivíduos. Um oficial dos fuzileiros navais, ciente da dificuldade de aprender a língua dos Navajos após ter passado sua infância em uma reserva, teve a idéia de recrutar índios dessa tribo para que usassem seu idioma nas transmissões de rádio. Embora os japoneses interceptassem as mensagens, não sabiam como traduzí-las, pois poucas pessoas no mundo dominava a língua dos Navajos. Cerca de 500 Navajos passaram a integrar o Corpo de Fuzileiros Navais, em uma missão de extrema importância. Para cada um deles, foi designado um "guarda-costas", com a missão de impedir que eles caíssem nas mãos dos japoneses, pois se apenas um deles revelasse o código, todo o sistema poderia comprometido. No caso de risco iminente de serem feitos prisioneiros, os índios deveriam ser sumariamente eliminados. Um problema era sua semelhança física com os japoneses, o que, juntamente com a dificuldade que alguns tinham com o inglês, causava alguns problemas quando os fuzileiros os tomavam por japoneses infiltrados. Como não havia termos adequados e os índios utilizavam expressões metafóricas, como "lagarta" e "águia" para descrever equipamentos como carros de combate e aviões, os Navajos tiveram de inventar palavras que não existiam em sua língua nativa. Além dessa etnia, os militares norte-americanos recorreram a outras tribos, como a dos Iroqueses (Coleção 70º Aniversário da 2ª Guerra Mundial, vol. 15 - São Paulo: Abril Coleções, 2009. p.69). |
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