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Bolívia: Deserto de Salvador Dalí (Pampa Jara) e arredores

Altiplano Boliviano, Departamentos de Potosí e Oruro, março de 2017

El Árbol de Piedra (a árvore de pedra), formação geológica em forma de seta com altura de aproximadamente cinco metros, moldada pela erosão do vento, destaca-se em meio a um conjunto de outras formações de rochas vulcânicas em meio ao um extenso solo arenoso, no chamado Deserto de Siloli, no Departamento de Potosí, Bolívia.

Cercado por montanhas nevadas e vulcões, e varrido por ventos incessantes, o Deserto de Siloli, na Bolívia, é vizinho do Deserto do Atacama, no Chile - o deserto mais seco do mundo.

Localizada próximo à entrada da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa, a àrvore de Pedra é uma das paradas obrigatórias dos jipes que conduzem os passeios turísticos de três dias, de Uyuni até a fronteira com o Chile ou vice-versa.


O Deserto de Salvador Dalí - o conjunto de rochas vulcânicas de forma surrealista em meio ao deserto conhecido como Pampa Jara, compõem um cenário de cores e formas surrealistas, razão pela qual a região passou a ser mais conhecida como Deserto de Dalí, em alusão às pinturas feitas pelo genial pintor catalão, sem correlação direta com essa região.

As rochas da Pampa Jara, vistas à distância, parecem parte de uma pintura em tons pastéis.
El Árbol de Piedra, Deserto de Silolí 

O Enigma do Desejo, Salvador Dalí, 1929.

O Grande Masturbador, Salvador Dalí, 1929.


No segundo dia de viagem, paramos em uma região recoberta de grandes rochas aparentemente de arenito, cercada de montanha.

A erosão que esculpiu essas formas ao longo de milhões de anos deve-se ao vento, inundações e gelo, em sucessivas alterações climáticas ao longo das eras geológicas.

Nosso guia, Ronald - El Negrito, subiu em uma das rochas mais altas, para tentar receber sinal do telefone celular, para fazer contato com o alojamento no qual passaríamos a noite.

Tons brancos, ocres, azul e avermelhados, em um cenário quase extraterrestre.

A lua sobre as montanhas amplia a sensação de que estamos em outro planeta. As tonalidades amarelas se devem a alta concentração de enxofre no terreno vulcânico.

Demais integrantes do grupo e o guia/motorista.

A estrada na região do altiplano corta terrenos de sal, o que a longo prazo representa desafio para a manutenção da parte elétrica dos veículos.

Intervalo para apreciar a paisagem do altiplano.

Cânion formado por um raro rio, que serpenteia ao fundo, formando um oásis de vegetação em meio à região desértica.

A associação com os cenários do Grand Canyon é imediata, guardadas as devidas proporções.




Julio Cesar, Altiplano Boliviano, março de 2017

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