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De Toronto a São Paulo: volta ao Brasil e Balanço de Viagem

De Toronto a São Paulo, 24 de outubro de 2009


FIM DA VIAGEM!


Com o vôo direto da Air Canada, de Toronto a São Paulo (10 horas e 15 minutos de viagem), encerramos nossa viagem e retornamos ao Brasil.
Viajar é viver muito acima de nossas possibilidades financeiras, por um curto período de tempo: gasta-se muito, adquirem-se dívidas (muitos parcelamentos por meio de cartões de crédito - passagens aéreas, hotéis, locação de carros, etc., etc., etc.).
Nossa grande surpresa foram os custos dos aluguéis de carro, quase o dobro da estimativa prévia feita por e-mail antes da partida: na Budget Rental, pagamos a mais pelo fato de sermos duas pessoas dirigindo o carro; Na Avis, as taxas municipais e estaduais não estavam expostas no orçamento de reserva.

O custo dos hotéis também vem aumentando expressivamente, ano a ano, na América do Norte. Em Nova Yorque, ficar no centro da cidade (na ilha de Manhattan), exige um bom sacrifício do bolso.

Conclusão: apesar do sucesso da viagem, executada rigorosamente conforme o itinerário estabelecido, ficaremos à mercê de diversas dívidas e parcelamentos de cartões de créditos pelos próximos 12 meses.

O balanço financeiro teve resultado flagrantemente negativo, mas o balanço cultural foi positivo.

Ainda assim, a viagem valeu a pena e possibilitou a nós outra visão do desenvolvimento econômico brasileiro: apesar do propalado impulso de nossa economia, ainda não temos sequer uma pequena fração da infraestrutura do Canadá ou dos EUA. Nossas estradas principais só se comparam às piores estradas terciárias desses países, onde fluem trens e dúzias de rotas aéreas, mesmo entre as cidades menos conhecidas. Temos ainda muito que trabalhar para que o país possa almejar ser incluído no menor estágio daquilo que se considera um "país desenvolvido".

Como última imagem, para sintetizar um aspecto marcante da viagem, uma folha de bordo (maple tree), que simboliza o outono no hemisfério norte, repleto de cores novas


Júlio e Izaura, Outubro de 2009

6 comentários:

cantinho da su artesanato disse...

ESPETACULAR!!!
Foi ótimo ter acompanhado vocês aqui do Brasil através do blog...todas as fotos e relatos foram de grande importância, não só cultural como também de noticias para nós que ficamos aqui no Sul esperando pela volta...
Imagino o quanto devem ter gastado, mas sei que não foi nada em vão, e que vocês não devem ter se arrependido nem um pouco!!!
Um grande abraço e sejam bem vindos à pacata CG!!!
hehehe

Gerson disse...

Júlio:
O que é uma gota nesse oceano financeiro todo?
Além do mais, os emprestimos sao camaradas (juros de 180 p.p. ao ano...)

Parabens pela viagem. Algum dia pretendo fazer um roteiro desses. Por ora, estou indo a Aruba, para uma descanso de uma semana. O que vc indica por lá?

Abs,

Júlio César e Izaura disse...

Prezados Cristina e Gerson,
Obrigado por terem acompanhado nossos relatos. É muito bom saber que conseguimos compartilhar - em tempo real - um pouco do nosso projeto com os nossos amigos daqui da "terra querida".
Quanto à mencionada gota, caríssimo Gérson, ela adquire relevante importância quando corresponde univocamente à fração oceânica da qual somos detentores. Posteriormente, me mande o nome do banco que está cobrando juros tão mansinhos...
Quanto a Aruba, digo-lhe o seguinte:
QUando chegar no aeroporto (em Oranjestad, ou algo semelhante), pense em alugar um carro ao invés de tomar um táxi para o seu hotel. Eu paguei U$ 45,00 na corrida, sozinho, 5 anos atrás. Só fui alugar o carro no dia seguinte e a diária era menor que isso! A ilha é pequena, mas não dá para percorrer de ponta a ponta sem carro, então eu aconselho que você fique motorizado pelo menos nos três primeiros dias. Se possível, conceda-se o luxo de ter o automóvel locado à sua disposição.
Há hotéis no centro de Oranjestad (como o caríssimo Renassence, que prolongou um canal do mar até o saguão e leva os hóspedes de lancha até sua ilha particular, para pegar praia).
Mas o grosso dos hotéis fica a cerca de 5 minutos de carro dali, em duas áreas bem separadas: High-Rise Hotels (mais caros) e Low-Rise Hotels (mais baratos).
Pelo que eu vi, mesmo os hotéis low-rise são bons. Fiquei no Windham (no lado high) e paguei cerca de U$ 100,00 por noite. O hotel compartilhava a estrutura de praia com outro que ficava debruçado sobre o mar.
O mar é a grande estrela de Aruba: verde ou turquesa, dependendo do dia. Calmo, bom para braçadas descansadas. Aruba tem mergulho também. Tem alguns shows acrobáticos e cassinos. Restaurantes do estilo Planet Hollywood e assemelhados. Grande venda de jóias e diamantes.
Se você se animar, tem vôo rapid[íssimo às vizinhas Bonaire (só mergulho, nada mais) e Curaçao (Indústria, comércio em zona franca, mergulho, algumas construções coloridas estilo holandês e um aquário. Curaçao já tem trombadinhas).
Outra opção é Caracas ou Los Roques se uma semana encher seu saco demais.
Se eu puder ajudar em algo mais, me avise.
Um grande abraço.

Júlio César e Izaura disse...

Em tempo: Gérson, não sei se tem vôo de Aruba a Havana. Se tiver, você pode considerar uma visita de dois dias ao passado da razão humana.

etomi disse...

Júlio e Izaura,
um dia, com certeza, irei com minha família ver tudo isso de perto.

Júlio César e Izaura disse...

Vamos juntos, caro Edilson e estimada família Tomi!!!!!