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Toronto e Niagara Falls (estado de Ontario, Canadá)

Toronto e Niagara Falls (estado de Ontario, Canadá), outubro de 2009

O trecho final da última etapa de nossa viagem abrangeu Toronto (maior cidade canadense, com 2,5 milhões de habitantes e uma quantidade de carros que faz São Paulo parecer uma pacata cidade interiorana) e a cidade de Niagara Falls, a 150 km de Toronto.

Estas são as quedas situadas no lado americano, que não impressionam tanto quanto as cataratas do lado canadense

No lado canadense, as cataratas do Niagara formam um fosso em forma de "ferradura", razão pela qual esse trecho das cataratas é conhecido como horseshoe falls (cataratas em ferradura). O barquinho corajoso que aparece na foto é o Dama do Nevoeiro (Maid of the Mist), nome muito apropriado, pois a névoa que se forma com o impacto da água nas rochas cria uma grande nuvem, que faz chover intensamente em torno das Cataratas

O Maid of the Mist aproxima-se bastante da cortina de água, para alegria dos turistas presentes no barco


O fosso das cataratas é patrulhado incessantemente por gaivotas. Creio que elas têm maior chance de capturar os peixes atordoados depois da imensa queda do Niagara

Do alto do 1º observatório da CN Tower, imensa torre de Toronto, enxerga-se o distrito financeiro da cidade

A CN Tower é tão alta (equivalente a um edifício de 147 andares) que do seu alto avistam-se as ilhas próximas, no Lago Ontario, um aeroporto e algumas marinas. Em um dia claro, pode-se avistar as cataratas de Niagara, na fronteira com os EUA, a 145 quilômetros de distância de Toronto

Uma das ilhas próximas a Toronto, no Lago Ontario, um dos cinco Grandes Lagos da América do Norte (ao lado dos lagos Superior, Michigan, Huron e Erie)


Do alto do observatório equivalente ao 147º andar, enxergam-se as imensas estradas expressas que cortam todo o Canada e, especial, a cidade de Toronto

Na nossa última etapa de viagem (lado leste do Canadá, abrangendo os estados de Quebec e Ontario), alugamos um veículo da Avis Rent a Car. Escolhemos um sedan básico. Na retirada do carro, uma surpresa: o carro reservado era um Chysler 300 C, um monstro com motor 5.7 litros, e não houve alteração no preço, equivalente no Brasil à diária de locação de uma Volkswagen Parati!

Nossa avaliação do carro: muito potente (acelera facilmente com uma levíssima pressão no acelerador), medianamente confortável (as janelas não são grandes o suficiente para uma boa visualização daquilo que se passa ao redor do carro) e muito beberrão.

Dirigimos mais de 1800 quilômetros com esse carro, viajando de Montreal a Ottawa e a Quebec, de Quebec a Toronto e de Toronto Niagara Falls.

Com ele, tivemos um sério contratempo: no meio do longo trecho de 900 quilômetros entre Quebec e Toronto, um pneu traseiro estourou. Nossa surpresa, ao procurar o estepe, foi descobrir que ele vem equipado com um "estepe provisório", ou seja, um pneu pequeno, com a metade da largura do pneu que furou, e que não permite que se corra mais de 80 km/h.

Com o estepe colocado, limitando nossa velocidade máxima a 80 km/h, seria impossível prosseguir a viagem até Toronto, pois nas movimentadas Freeways de seis pistas canadenses, os caminhões passam a mais de 120 km/h.

Por sorte, consegui dirigir com muito cuidado, com o pisca-alerta ligado, até uma cidadezinha a 5 km dali, próxima de Kingston, onde encontrei uma delegacia de polícia e o policial me informou aonde havia um borracheiro, que remendou o pneu furado. Após um atraso de 1 hora e meia, pudemos prosseguir viagem até Toronto.

Na minha opinião, é um flagrande absurdo um carro desse tamanho e suposto nível não trazer um estepe de verdade! Quase ficamos em sérios apuros!


Júlio e Izaura, outubro de 2009

Um comentário:

Gerson disse...

Júlio:
o estepe no Brasil só é igual porque a lei obriga. Nos demais países, é essa rodinha de bicicleta mesmo...

Grande carro...