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A Torre do Cairo (Burj Al-Qahira)

Cairo, janeiro de 2011 (duas semanas antes do levante popular)

O Minarete mais alto da cidade do Cairo. Com 187 metros de altura (43 metros mais alta que a Grande Pirâmide de Quéops), a Burj Al-Qahira, construída em 1961, é um ponto de referência e um dos símbolos da parte moderna do Cairo, na parte sul da ilha de Gezirah, porção de terra cercada pelo Nilo.


www.cairotower.net


   
À noite, a partir das 20:00, a Burj Al-Qahira acende em cores múltiplas, que se sucedem em um show de luzes que pode ser visto ao longe, desde as outras margens do Nilo. Mais incrível é a sequência de desenhos que se formam na teia de luzes que envolve a torre: sucessivamente, desenhos de pirâmides, hieróglifos e outros símbolos egípcios e faraônicos se formam e zigue-zagueiam sobre a fachada externa do edifício, que se torna uma verdadeira tela de animação controlada por computadores.

Visitantes sobem ao mirante no alto da Torre, com esperança de enxergar os confins da cidade, até as pirâmides de Giza. Todavia, isso só é possível quando há uma excepcional redução na forte poluição que se abate constantemente sobre o Cairo.

Ao lado da Torre, o Novotel Cairo El-Borg, com preços bastante aceitáveis e vistas para o Nilo ou para a Burj Al-Qahira.

Na segunda visita ao Cairo, retornando de Luxor, escolhemos um quarto com vista para a Torre, dez dólares mais barato que os quartos com vista para o Nilo. À noite, pudemos contemplar a Burj Al-Qahira acender-se, no conforto de nossa casa temporária.


(Foto Google Images) - No alto, à esquerda, a Torre do Cairo testemunha o levante popular na Praça Tahir, a poucas centenas de metros, região por onde caminhamos em duas ocasiões, com destino ao Museu do Cairo (prédio cor de salmão, na foto). No dia 5 de janeiro de 2011, retornando ao Cairo após permanecer 9 dias no Egito, não fazíamos idéia de que duas semanas após, o país entraria em convulsão, com o levante popular que culminou na abdicação de Hosni Mubarak, que governou por mais de trinta anos. Saímos no momento certo, pois certamente encontraríamos dificuldades para deixar o Egito em meio à desordem e ao estado de emergência implantado durante o levante popular.
Link relacionado: Egito Islâmico

Júlio e Izaura, janeiro de 2011

3 comentários:

Unknown disse...

Quando estive pela segunda vez no Cairo, em 1998, fiquei hospedado num hotel da rede Hilton, que permitia visualizar a citada torre, apesar de estar em margens opostas do Rio Nilo.
Na verdade, é uma visão belíssima da capital do Egito, apesar da grande carência que o seu povo experimenta diariamente. Tomara que alguns ares de democracia passem por aquelas paragens desérticas ...

Júlio César e Izaura disse...

Obrigado pelo comentário.
Realmente, essa parte moderna do Cairo parece bastante cosmopolita, mas as grandes dificuldades econômicas podem ser constatadas com um simples passeio aos subúrbios ou mesmo ao centro antigo da cidade.
Também esperamos melhores tempos ao povo egípcio, torcendo para que a tentação fundamentalista não obtenha vitória nas próximas e almejadas eleições.

Denise de Moraes Rech disse...

Denise de Moraes Rech commented on your photos:

Que lindo!
Essa torre parece um instrumento indígena da tradicional fabricação manual de polvilho chamado "tapití".
O efeito de luz é interessante.
Abrçs