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Viajando com Milhas: Santiago, Chile

Santiago, Chile, julho de 2015

Modernidade confrontando as origens. As fachadas envidraçadas dos prédios da região de Las Condes contrastam com o grande totem (chamados "chemamull", ou "pessoas de madeira") dos índios mapuche, que habitavam a região de Santiago e sul do Chile desde a época da colonização européia. No inverno, o ambiente todo faz lembrar Vancouver, no Canadá, e seus totens do povo Haida. Parque Araucano, Las Condes, Santiago.


Uma das vistas da cidade de Santiago, do alto do Cerro San Cristóbal, aonde se pode subir de funicular, carro ou a pé (após uma íngreme trilha vencendo os 300 metros de elevação da montanha). Cercada pelos Andes e outras montanhas (como o Cerro Manquehue), Santiago permanece sempre esfumaçada pela poluição dos veículos, o que só diminui após a queda de chuvas.  


A Gran Torre de Santiago, um arranha-céu de 64 andares, é o edifício mais alto da América Latina, e o segundo edifício mais alto do hemisfério sul. Faz parte  do complexo Costanera Center,  que inclui o Costanera Center  Mall, maior shopping center da América Latina. Metrô Tobalaba.

A Gran Torre Santiago vista a partir do Cerro San Cristóbal parece fantasmagórica em meio à fumaça que recobre a cidade. Mas a altura do arranha-céu não é páreo para a majestosa Cordilheira dos Andes, ao fundo.

O progresso econômico de Santiago é bastante visível  nas regiões de Las Condes, Vitacura, Providencia e Isidora Goyenechea.  Caminhando por muitos e mutos quarteirões, as fachadas fazem lembrar trechos de Toronto ou Vancouver, no Canadá, ou mais ainda Salt Lake City, nos EUA, que também é  ladeada pelas Montanhas Rochosas. 

Os santiaguinos decidiram ser cosmopolitas até no nome das ruas, como se vê na imponente Avenida Presidente Kennedy, entre Vitacura e Las Condes.


Visão da Cordilheira dos Andes a partir do Parque Araucano.

As linhas dos prédios coloniais da Praça de Armas dividem a paisagem com os prédios modernos que se avizinham.

Na estação de metrô Baquedano, a escultura intitulada "El Puente", do escultor chileno Osvaldo Peña.

A escultura foi inaugurada em 1999. Estación Baquedano (Línea 5) del Metro de Santiago

Fachadas modernas presentes em toda a região de Isidora Goyenechea.

Fachadas modernas presentes em toda a região de Isidora Goyenechea.

A Gran Torre Santiago vista a partir do Parque Araucano.

Da janela do nosso quarto no 9º andar do Ibis Santiago Manquehue Norte, podíamos ver a Cordilheira dos Andes. No primeiro dia, tiramos esta foto, sem muita neve nas montanhas.

No segundo dia, após chuva na cidade e neve nas montanhas, a foto a partir da janela do quarto ficou ainda mais bonita.

Visita à vinícola Concha Y Toro, ao lado de um pequeno vinhedo da qualidade Malbec.

Do hotel Ibis Santiago Manquehue Norte ao Shopping Arauco, atravessávamos diariamente o Parque Araucano.

Trecho de Santiago, a partir do Cerro San Cristóbal.

Visita ao Cerro San Cristóbal.



O MUSEU CHILENO DE ARTE PRECOLOMBIANA

Subsolo do Museo Chileno de Arte Precolombino, ala reservada à cultura Mapuche. Os totens de madeira medem mais de dois metros de altura e eram utilizados em rituais fúnebres. Embora seja bem menor em escala e em acervo que os grandes museus peruanos em Lima, o Museo Chileno de Arte Precolombino  é uma atração que não se pode perder em uma visita a Santiago.

O acervo do Museo Chileno de Arte Precolombino contém artefatos dos povos andinos e da américa central, incluindo cerâmicas, jóias em prata e ouro, têxteis, pedra, madeira, etc., abarcando as culturas mapuche, inca, nasca, maia, tolteca, chimú, entre outros.

A legenda dessas peças destaca a utilização, pelos povos da américa central, da música em operações de guerra. A flauta andina que conhecemos hoje já era utilizada em torno do ano 1000 DC, muito antes da chegada dos espanhóis.

Vaso andino com feições quase orientais.

Grandes estátuas de barro, com cerca de um metro de altura.

E os povos precolombianos conheciam e utilizavam a roda! Ao menos em objetos zoomorfos como esse, que poderia ter função cerimonial ou servir de brinquedo.


TOUR NA VINÍCOLA CONCHA Y TORO

Velhos barris de carvalho ambientam a entrada da vinícola Concha Y Toro, nos arredores de Santiago.



No inverno, é difícil acreditar que as parreiras como essas, com aparência ressequida, possam produzir uvas em quantidade a ponto de produzir um dos principais produtos de exportação do Chile.

E o guia da vinícola anunciou, com seu forte sotaque lusitano: _Agora preparam-se, pois vamos conhecer o Capeta!

Sala e adega onde é exibido o vídeo sobre a famosa estória do vinho Casillero del Diablo (veja o link http://www.casillerodeldiablo.com/minisitios/leyenda/?sesion=1)

Os tonéis de carvalho francês e americano são utilizados para fortalecer os vinhos. Após cinco safras, são vendidos para fabricantes de whisky, aguardente, pisco e outras bebidas, que se beneficiam das substâncias deixadas na madeira pelo vinho.

As chamas ardentes exibidas no video sobre o Casillero del Diablo  (http://www.casillerodeldiablo.com/minisitios/leyenda/?sesion=1)

La casona de Don Melchor de Concha y Toro, fundador da vinícola, em 1883.

Calçada arborizada na entrada da vinícola.


Um dos nossos vinhos preferidos é produzido com uvas Malbec. Melhor ainda é a uva Carmenére.

Saúde e Viagens!!!


A COPA AMÉRICA

É o Pelé na Copa América 2015 em Santiago! Do ônibus, tiramos essa foto de propaganda em uma das ruas de Santiago.

Do lado oposto ao restaurante onde almoçávamos, esse torcedor chileno despertou-nos a atenção.

Durante todo o primeiro tempo, ele só mexia os braços, e para balançar a bandeira chilena. O jogo contra a Argentina ainda iria para a prorrogação, decidido apenas nos pênaltis.

Nos dias seguintes, uma bandeira chilena foi fixada no santuário no cume do Cerro San Cristóbal, em agradecimento à vitória chilena na Copa América 2015.

Gracias por el favor consedido. 4 Julio 2015.




MUSEU CASA DE PABLO NERUDA

Os jardins são o único local aonde se pode fotografar a casa do poeta, diplomata e político Pablo Neruda.

Com arquitetura atípica, a casa parece idelizada por crianças, com esconderijos e salas espalhadas pelo terreno, com muitos objetos e obras de arte do poeta.

No jardim, foto de Neruda e sua segunda esposa, Matilde Urrutia, "La Chascona" (a descabelada) como ele "carinhosamente" a chamava. Hoje o museu é conhecido como La Chascona.  


Até a volta, Chile! Para visitarmos suas geleiras, vulcões, desertos, ruínas arqueológicas, ilhas longínquas e cidades em franco desenvolvimento! Volveremos.
Júlio César e Izaura




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